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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Numa Fria (Thin Ice)

O filme se passa no meio do nada, no norte dos EUA, naquelas cidades geladas, onde todo mundo se conhece e ninguém tranca a porta de casa. Um corretor de seguros meio falcatrua chamado Mickey  se encontra em dificuldades financeiras. 
Através de um outro corretor, Mickey consegue um novo cliente: o fazendeiro aposentado Gorvy. O senhor de idade, já meio senil, estabelece um relacionamento estranho com o seu corretor, pedindo que o leve no banco, que arrume sua televisão, etc. Mickey já não tem paciência pra isso, e está prestes a despachar o velhote para outro corretor. Teria feito isso, se não fosse a descoberta de um violino raro no meio das tralhas do velho Gorvy. 
A partir daí, como é de se esperar, o corretor, que até então era apenas meio falcatrua, acaba se tornando um criminoso, e que por uma série de eventos mal planejados, se vê na companhia de outro criminoso, bem mais experiente e desequilibrado que ele.


Não é um filme daqueles imperdíveis, mas é totalmente recomendável. 

quarta-feira, 8 de abril de 2015

JEFF

Jeff, who lives at home é o nome do filme. Acho que ele não foi lançado no Brasil com um aposto, como nos EUA. Aqui ele é apenas Jeff.

Jeff(Jason Segel, o Marshal do How I met you mother) é um cara de 30 anos que ainda vive com a mãe, não trabalha, não tem namorada e não tem objetivos na vida. Ele parece estar esperando algum sinal para agir. Alguma força maior que o ponha em movimento. O filme é sobre isso. O dia que a vida do Jeff vai ter sentido.
Ao mesmo tempo, estão na história a mãe e o irmão, que são o oposto do Jeff, simplesmente por serem pessoas normais. Exteriormente. Tanto a mãe(Susan Sarandon) quanto o irmão(Ed Helms, que ficou mais famoso pelo personagem no "Se beber não case") estão na merda. Mas advinha? Os problemas deles não são tão diferentes assim dos do Jeff...


É um filme com momentos engraçados misturados com, na minha percepção, um drama muito raso. Não chega a emocionar e nem faz rir. Tem umas cenas interessantes, como por exemplo uma chamadinha rápida pra Telma e Louise.

Se tu é do tipo de pessoa que acredita em destino, sinais, e todo o resto de filosofia que vem junto com o estilo de vida, tenho certeza que vais gostar do filme. Não é pro meu gosto, não tenho tanta sensibilidade. Tem no Netflix.

sábado, 3 de maio de 2014

5 pérolas escondidas do Netflix

[Estamos falando do Netflix Brasil, para falar o óbvio. Se tu tem a manha de alterar o IP, ou sei lá como se faz, pra ver o Netflix americano, não se aplica a ti. talvez as 5 pérolas lá sejam outras.]
O Netflix é ótimo, maravilhoso, excelente. O único problema é o tempo que a gente perde escolhendo algo pra assistir. Resolvemos então mastigar pra ti. Economizar muitas horas da tua vida. Não estou falando de indicações conhecidas. Não estou aqui pra te dizer pra assistir "Um Sonho de Liberdade" e "Poderoso Chefão". Esses são clássicos que certamente o próprio Netflix vai te recomendar.
Queremos ir além da inteligência artificial. Segue aí as 5 pérolas escondidas do Netflix.

5. Louis CK: Live at the Beacon Theater (imdb 8.2)
Atualmente alguns consideram o melhor cara do stand up americano - será por consequencia do mundo? Esse cara é bom. Realmente bom.



terça-feira, 19 de novembro de 2013

Avatar: The last airbender

Avatar é, sem dúvida, um dos meus desenhos favoritos, só perdendo para Adventure Time (e perdendo por pouco).

No universo de Avatar, há quatro nações principais: Água, Fogo, Terra e Ar. Algumas pessoas nascem com a habilidade de dobrar (to bend) um desses elementos, o que significa poder manipulá-los em pequenas proporções.

Ninguém pode aprender a dobrar mais de um elemento, salvo o Avatar, que  assume a missão de dominar todos os elementos e manter o equilíbrio na terra. Apenas uma pessoa no mundo é o escolhido e, quando ela morre, outra pessoa nasce e assume a missão. As reincarnações são alternados entre as nações, na ordem, da Água, Terra, Fogo e Ar.

A primeira série conta a história de Aang, o último dobrador de ar. A nação do Fogo planejava uma ofensiva sobre as outras nações e, para evitar a reincarnação do Avatar, tentou eliminar todos os membros da nação do Ar. Por sorte, Aang escapou, mas se tornou o último de sua cultura. É dele a missão de aprender as técnicas da Água, Terra e Fogo, além de deter uma nação inteira e restabelecer o equilíbrio na terra!

A história corre muito bem. Em cerca de 60 episódios divididos em 3 "livros" (Água, Terra e Fogo) de 20 capítulos, há bastante comédia e ação. O humor é sutil e, embora seja uma animação, envolvente para um público mais maduro. As cenas de ação são muito bem montadas, e as técnicas envolvendo os elementos parecem naturais para o espectador, exatamente como devem ser para os personagens.

Avatar possui uma forte influência das filosofias asiáticas, mas consegue se expressar sem uma pecha de moralismo ou conteúdo religioso. Em um dos episódios, Aang encontra um guru que ensina a ele princípios bem próximos aos do (acho eu) budismo. A presença desses elementos e a interação deles com os dilemas dos personagens torna o seriado bastante profundo. O contraste com o fato de ser uma animação e de ter várias cenas de ação dá dinâmica e leveza. É uma receita que não tem como dar errado e, de fato, a audiência, os prêmios e a legião de fãs que Avatar possui mostram isso.

Atualmente, Avatar está no seu segundo seriado, no qual conta a história de Korra, a reincarnação posterior a Aang. A proposta de Korra é um pouco diferente e merecerá um post só pra ela. Além disso, tem a adaptação para o cinema da saga de Aang: The Last Airbender. O filme foi um fracasso que, com a justíssima nota 4,4 no IMDB, levou os fãs a pedirem um rebot da trilogia que era esperada.

Avatar: The last airbender está no Netflix com uma dublagem honesta.

Definitivamente, uma animação agradável de se ver.






segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Orange is the New Black

Estava eu tentando escolher alguma coisa pra assistir, no infinito de coisas do Netflix. Apesar da separação por estilos, muitas vezes eles não tem muita relação. Já tinha perdido quase 10 minutos julgando a sessão "Se você gostou de The Office". Até que cansei e escolhi um qualquer, sem preconceito. Escolhi esse Orange is the New Black sem antes ver a nota do IMDB, sem ver atores e nada. Só sabia que era produção do Netflix.
A história até que é interessante. Uma mulher vai presa por crimes que cometeu 10 anos atrás. Ela não é de fato uma criminosa recorrente. Foi infratora no passado, numa fase diferente da vida, mas depois voltou a ser uma pessoa normal - deixando de lado a discussão sobre o que é de fato normal, não leve a mal. Fato relevante: baseado na história de vida de uma americana. Quem quiser pode tentar achar a biografia dela em portugues, só achei em ingles.
Ela chega na prisão e precisa se adaptar a essa nova realidade. Uma prisão totalmente feminina, que normalmente não é frequentemente objeto de filmes e seriados, e não faz parte do mundo dela. Não fazia.

Os episódios tem cerca de 1 hora de duração e constantemente mostram flashbacks da vida de outras detentas(meio desconexos com a história principal), flashbacks tambem da vida da personagem principal chamada Piper Chapman e partes da vida da Piper fora da cadeia -  que segue o curso normal com seu noivo e melhor amiga.
O elenco é quase 100% feminino, mas não se enquadra como um seriado de mulher, como o odioso Sex and the City por exemplo, cujo drama é ridículo e a tentativa de humor é o real motivo de drama. Não é um drama chorão e tem momentos de comédia bem colocados.
Achei interessante e continuarei assistindo.

Piper da T.V.