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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Marching Powder

A história de um gringo traficante que vai preso em La Paz, Bolívia. Grandes coisas. Acontece que não é qualquer prisão. É San Pedro. E não é qualquer gringo. Thomas McFadden é um cara esperto.
O que me chamou atenção na história, não foram os personagens e sim o ambiente. Por mais surreal que pareça, San Pedro é um lugar real. As histórias absurdas só são impressionantes por serem verdades. Do contrário seria somente um conto de gringo chliquento em uma prisão do terceiro mundo.
San Pedro se localiza em uma zona nobre de La Paz. Visto de fora, nem parece um presídio. Na verdade, pouca gente imaginaria um presídio ali. Não é nada lógico. Ainda mais com tanta gente entrando e saindo. Mulheres, crianças de uniforme escolar, guardas, turistas. Hein? Sim. San Pedro é um presídio diferente. Quer uma sela? Compra. Quer uma sela melhor? Paga mais. Quer ver tua familia? Leva eles pra dentro da prisão. Quer sair pra jantar? Vai num restaurante. Dentro da prisão. Pede uma coca-cola. Sim, é tudo verdade.
A história é contada por um gringo chamado Thomas McFadden, que aparentemente já era um personagem antes mesmo de virar um. Ele foi preso nos anos 90 e libertado em 2000. Ficou preso no total 4 anos e pouco. Chegou lá sem falar espanhol, e como ele diz, nem se considerava um criminoso. Ele comprava cocaína na Bolívia e levava pra Europa. Simples. Tinha empresa de fachada e tudo. Thomas é um cara esperto. Nunca havia sido pego.
Ao longo do tempo ele foi aprendendo a viver na prisão - em San Pedro. Ele ficou tão bom em ser presidiário que virou guia turístico lá dentro. E até saiu  no Lonely Planet, o livro-guia de viagens. Foi assim que Rusty ficou conhecendo ele.

Thomas e Rusty, que escreveu o livro
O livro é bem interessante, embora deveria ter sido mais bem escrito. Muitos personagens não ganham importância, como era de se esperar. Ainda outros ganham em excesso. Mas é uma leitura bem rápida e leve, embora o tema seja bastante pesado. Infelizmente não encontrei em português, mas dá pra ler em inglês tranquilo.
Notícias mais ou menos recentes informam que finalmente o livro irá virar um filme (link da BBC). Não entendi muito bem, mas parece que o Brad Pitt tinha comprado os direitos, mas agora não os detem mais. Sei lá. O que importa é que o ator que interpretará Thomas está definido: Chiwetel Ejiofor. E mais interessante ainda, o diretor será o José Padilha! Isso, o do Tropa de Elite!!!
Se não quiser ler o livro, certamente valerá a pena assistir o filme.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Orange is the New Black

Estava eu tentando escolher alguma coisa pra assistir, no infinito de coisas do Netflix. Apesar da separação por estilos, muitas vezes eles não tem muita relação. Já tinha perdido quase 10 minutos julgando a sessão "Se você gostou de The Office". Até que cansei e escolhi um qualquer, sem preconceito. Escolhi esse Orange is the New Black sem antes ver a nota do IMDB, sem ver atores e nada. Só sabia que era produção do Netflix.
A história até que é interessante. Uma mulher vai presa por crimes que cometeu 10 anos atrás. Ela não é de fato uma criminosa recorrente. Foi infratora no passado, numa fase diferente da vida, mas depois voltou a ser uma pessoa normal - deixando de lado a discussão sobre o que é de fato normal, não leve a mal. Fato relevante: baseado na história de vida de uma americana. Quem quiser pode tentar achar a biografia dela em portugues, só achei em ingles.
Ela chega na prisão e precisa se adaptar a essa nova realidade. Uma prisão totalmente feminina, que normalmente não é frequentemente objeto de filmes e seriados, e não faz parte do mundo dela. Não fazia.

Os episódios tem cerca de 1 hora de duração e constantemente mostram flashbacks da vida de outras detentas(meio desconexos com a história principal), flashbacks tambem da vida da personagem principal chamada Piper Chapman e partes da vida da Piper fora da cadeia -  que segue o curso normal com seu noivo e melhor amiga.
O elenco é quase 100% feminino, mas não se enquadra como um seriado de mulher, como o odioso Sex and the City por exemplo, cujo drama é ridículo e a tentativa de humor é o real motivo de drama. Não é um drama chorão e tem momentos de comédia bem colocados.
Achei interessante e continuarei assistindo.

Piper da T.V.