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domingo, 25 de novembro de 2012

The Ghost Writer

O bom do Polanski (Roman) é tu ver os trabalhos dele e não saber que são dele. O cara mexe com terror, drama, suspense, etc, e mantém a qualidade e a peculiaridade de cada qual. E todos se saem bem no final.
O Escritor Fantasma é de 2010 e fala sobre um bom escritor britânico que aceita ser o "fantasma" de um político, ex-primeiro ministro da Grã-Bretanha. O mocinho é vivido por Ewan McGregor, que junto com Edward Norton, são os dois mestres do cinema de agora (sem discussão). O vilão, como sempre o político, tem no eterno Pierce Brosnan uma boa figura.
Se passa em Londres e nos Estados Unidos, embora pareça que o filme nunca saia da Inglaterra. Frog! Não é baseado exatamente em fatos reais, mas cai bem pra abordar o momento atual da política globalizada: escândalos, guerras, mentiras e traições - atual? A história do mundo!
Gostei do filme. Me lembrou por certos momentos Fair Game : talvez pela política, talvez pelo desfecho, mas, independente, uma boa lembrança. O Escritor Fantasma não tem nada de espetacular, mas é bem interessante, valendo teu tempo. O final toca bastante; a cena, embriagada pela "depressão atmosférica londrina" fecha com sinceridade a obra e, creio, explicita a mensagem que Polanski que queria ter passado: não te mete com o poder, mesmo que tu ache que possa vir a tê-lo!

sábado, 8 de setembro de 2012

Cassandra's Dream

O Sonho de Cassandra é de 2007 e talvez seja um dos menos aclamados filmes de Woody Allen, quiça um dos mais criticados. Não sei se merece tantos deselogios.
Conta a história de dois irmãos, intepretados pelos excelentes Ewan McGregor (Ian) e Colin Farrell (Terry). Os dois, moradores de um subúrbio de Londres, "embriagados" em problemas financeiros, tentam se sobressair de maneira diferente: o primeiro, através de um duvidoso negócio envolvendo hotéis na Califórnia, e o segundo, pelo jogo e apostas. Terry, casado, afundado no álcool e contraindo dívidas, é mais perturbado mentalmente; Ian, inicialmente mais frio e parcialmente equilibrado, conhece uma atriz de teatro, o que ativa ainda mais o sonho de se mudar para os Estados Unidos.
Então, recebem a visita do tio Howard, um milionário proprietário de uma clínica de cirurgia plástica que mora na China. A partir daí, o jogo muda, com ambos se envolvendo em um esquema ainda mais arriscado.
O cinza londrino contribui com a atmosfera sombria que se instala desde a chegada do médico e dá um charme a condução do enredo. Não sei porque, mas algo, talvez o acinzentado ou a tensão e a intensidade dos conflitos tratados, me lembrou muito Sobre Meninos e Lobos. Não é um filme tão bom quanto o de Clint Eastwood (já é uma heresia querer comparar), mas tampouco se torna uma obra merecedora de tantas críticas. Vale a olhada!