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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

MR ROBOT

MR ROBOT é uma série sobre Elliot, um engenheiro de sistemas/programador, que sofre de forte desconforto social. Não sei como descrever exatamente a personalidade do personagem principal, então vamos dizer que é um desconforto social mesmo. Ele praticamente não tem amigos, não gosta de ser tocado, não consegue manter uma conversa, não demonstra emoção, não expressa sentimentos. Ele é quase como um robô, mas não por causa dele que a série se chama Mr Robot - pelo é o que podemos deduzir até o episódio 05 da temporada 01. 
Não significa que ele não tenha sentimentos, é que ele não expressa nada na interação social, mas através do computador ele é muito mais ativo. Ele usa seu conhecimento para hackear as pessoas ao seu redor, como sua psiquiatra, por exemplo, e descobrir tudo sobre elas. É assim que ele forma empatia, ou não.
Exatamente pelo seu talento como hacker, ele é contatado por um "mendigo" misterioso, até agora sem nome(Ep05 Temp01), que Elliot chama de Mr Robot, porque é isso que está escrito na sua camiseta. Mr Robot, que é um anarquista, tenta levar Elliot para o seu time de hackers, chamado FSociety, para derrubar um conglomerado, ou holding, enorme chamado E Corp. Não se engane, o nome da empresa não é Evil Corp. No primeiro episódio o Elliot disse que conseguiu programar o seu cérebro para sempre ler, ouvir e falar Evil Corp. E isso é uma dica enormemente sutil sobre o seriado, eu acho.

Por enquanto há uma porção de enredos e personagens ainda em formação, portanto é bem difícil dizer para onde a série está caminhando. De qualquer forma, podemos dizer que até então o tema está em Elliot sucumbir ou não à filosofia anarquista do Mr Robot, para quem, aparentemente, os fins justificam os meios. Na linha de Breaking Bad e tantos outros shows atuais, parece haver uma preocupação em construir os personagens de uma forma equilibrada, sem coloca-los no rótulo de vilão ou herói, mas fornecer uma história e justificativas para suas ações. 
Pera aí, só pra deixar claro: não estou comparando Mr Robot com Breaking Bad! Por enquanto Heinsenberg > Elliot. 
Apenas por enquanto, porque até o presente episódio, Mr Robot já tem nota 9,2 no IMDB. 


sábado, 8 de agosto de 2015

Agents of Shield

Nos primeiros episódios, Marvel: Agents of Shield parece uma mistura de Malhação com Power Rangers. O clima infantil dura pouco, e a série assume tons mais sombrios do que a maioria dos filmes da Marvel.
O seriado acompanha uma equipe da Shield liderada pelo agente Coulson (que tinha morrido no primeiro filme dos Vingadores, mas não morreu não). A história corre em paralelo com os filmes, e é especialmente influenciada pelos eventos do Captain America: The Winter Soldier. Algumas participações especiais são recorrentes, como a agente Maria Hill, a Lady Siff e (por incrível que pareça) do Nick Fury.

Para quem pretende acompanhar o universo Marvel, a série é obrigatória. Ela ajuda a entender vários pontos do Universo Marvel que não são expostos com clareza nos filmes. Além disso, ela estabelece os Inumanos, pessoas superdotadas que devem ocupar o papel dos mutantes (já que os direitos cinematográficos dessa palavra pertencem à Fox).

Agents of Shield conta com duas temporadas de 22 episódios, cada um com uma hora de duração. A terceira temporada já foi confirmada e deve chegar no ano que vem. É bastante material pra matar o tempo entre um filme da Marvel e outro.




segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Under the Dome

Em uma cidade pequena nos EUA uma redoma aparece, deixando a cidade enjaulada. 
A história, até a primeira temporada, não é muito complexa, em termos de relação entre os personagens. Até um pouco previsível. O que dá complexidade para a trama é a tal da redoma. Ninguém sabe por que ela apareceu, como ela se mantém e se é possível desliga-la. 


Eu estava esperando um pouco mais da série, por ser baseada num livro do Stephen King, que ainda é produtor junto com Steven Spielberg. Só que quando começou a ficar muito ficção científica pro meu gosto, acabei perdendo a vontade de assistir. Como disse, a complexidade se dá pela redoma. Mas não no sentido científico, exploratório. E sim no sentido sobrenatural. Por exemplo, a redoma aparentemente tem vontade própria, e se manifesta através de fenômenos naturais. Acho que é forçar a barra. Quem sabe nas próximas temporadas a explicação venha e convença. Mas eu devia desconfiar do Stephen King depois dos filmes "1408" e "Apanhador de Sonhos". Horríveis.
Esperava mais do cenário "ilha deserta": os personagens não tem contato com o mundo, os recursos são realmente escassos, as autoridades são questionadas, o dinheiro não tem importância... Como fica a sociedade nessa situação? Nesse aspecto decepciona bastante. As soluções para todos os problemas que surgem são muito simples, fracas. Se tu gosta desse tipo de coisa, é legal "Senhor das Moscas" e até The Walking Dead.
Se você gosta dessas coisas, talvez seja ideal. Assista. Tem no Netflix. Mas se você prefere coisas como Breaking Bad, nem gaste seu tempo.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Blue Mountain State

Uma série americana já encerrada, Blue Mountain State trata da parte da vida americana, talvez, mais estereotipada: a universitária.
A história é tem um enredo simples: como é a vida dos jogadores de futebol americano na faculdade? A trama acontece ao redor do personagem principal: Alex. Ele é o quarterback do time, mas não se engane, ele é o reserva. Apesar do raciocínio intuitivo de que ele batalha para ser o titular, tem uma vida complicada e treina duro, na verdade faz o contrário. Luta para continuar na reserva. Por que? Pois o reserva tem a fama sem o esforço e a pressão. Acho que já da pra ter uma noção do que é a verdadeira história do seriado...


Veja a foto promo do seriado. Exato. Blue Mountain State não é nenhum "Invencível" ou "Um domingo Qualquer". Está mais para "American Pie", por falta de melhores exemplos.
A rotina dos personagens é essa: treino, festa, mulheres, bebida, drogas e zueira. Muita zueira. Tanto é assim que, apesar de se tratar de um time de futebol americano, em nenhum episódio eles aparecem de fato jogando.
Tendo essa licença poética, a história peca (e muito) em continuidade. Personagens desaparecem, outros surgem, atores trocam... mas sinceramente, nada disso importa. Praticamente todos os capítulos terminam dentro de si mesmos, logo, não há maior necessidade de continuidade. Além disso, os melhores personagens permanecem e ganham espaço. Thad Castle, Alex e o mascote Sam. AH! e na última temporada surge a Denise Richards.
Em suma, vale a pena assistir em momentos de ócio completo. É uma comédia adolescente/adulta bem despretensiosa. Aquele que prestar um pouco mais de atenção irá perceber boas referências a cenas clássicas, como Poderoso Chefão e Memento.
AH! Tem no Netflix!!
obs: a nota do IMDB é um pouco exagerada.

Blue Mountain State (2010– ) on IMDb

quarta-feira, 17 de julho de 2013

The Wire

Hoje é um dia triste para mim. Há exatamente 15 minutos, acabei de ver a melhor série de todos os tempos: The Wire.

Ok, sei que qualificar uma série como "a melhor de todas" é um pouco forte, mas eu não estou sozinho nessa. O IMDb coloca The Wire no 4º lugar, perdendo para Planet Earth, Game of Thrones e Breaking Bad. Nas próximas linhas, vou tentar convencer vocês que a série está três posições atrás nesse ranking de onde deveria estar.

The Wire apresenta a vida policial e o tráfico de drogas como pano de fundo, mas o enfoque de cada arco é variado. As cinco temporadas possuem temáticas mais evidentes, tais como a imprensa, a corrida política, a burocracia, o sistema escolar e a rotina das gangues. Pelo que dá pra ver, nenhum tema é mirabolante, não há grandes conspirações ou ameaças nacionais. Ninguém salva o mundo, nem ele está em perigo.

É justamente esse a grande qualidade da série, o realismo. A maioria dos seriados policiais me faz correr da TV porque criam cenários absurdos. Assistindo The Wire eu senti que realmente estava aprendendo sobre o lado escuro da sociedade americana, aquela parte suja que ninguém tem interesse de retratar e poucos tem curiosidade de conhecer.

O seriado não possui heróis verdadeiros - o modo realista mostra tanto defeitos quanto qualidades. Na verdade, é mesmo difícil pensar em quem é o protagonista da série. Mesmo assim, há muitos personagens memoráveis que criam uma forte razão para manter a atenção, ainda que o enredo principal passe por momentos amenos.

Voltando ao ranking do IMDb, eu confesso que não vi Planet Earth para dizer se essa série merece o #1 lugar. Entretanto, por ser um documentário, deixo essa comparação de lado.

Porque The Wire é melhor do que Game of Thrones? Eu realmente gosto muito dessa série, mas ela parte de uma posição privilegiada. Primeiro, porque é uma adaptação de um grande livro. Segundo, é praticamente uma superprodução, com um orçamento gigante e vários atores de peso. The Wire não possui nada disso, é uma série simples, sem efeitos especiais ou atrativos que não a própria série. Não estou dizendo que GoT é ruim, mas é uma série que poderia ser feita por outras mãos, ou outras adaptações poderiam ocupar o seu lugar. The Wire é apenas um ótimo roteiro com ótimas interpretações que me fez sentir como se eu estivesse "vendo um bom livro". É simples e, ao mesmo tempo, único.

Breaking Bad se aproxima um pouco mais de The Wire, mas não me convence. A trama é muito boa e dinâmica, mas não possui realismo, o que tira um pouco a credibilidade do lado dramático. Admito que "admiro" os personagens de Breaking Bad, mas não consigo me identificar com eles. Por outro lado, é fácil para algum espectador minimamente envolvido com The Wire se identificar com os personagens. O que eu quero dizer é que, por mais que Breaking Bad possa animar um expectador, The Wire faz com ele fique triste, animado ou até mesmo envergonhando de alguns pensamentos, ora seus, ora dos personagens. Mais do que tudo, The Wire faz com que um expectador reavalie seus próprios atos, algo que Breaking Bad está longe de conseguir.

Sei que minha crítica pode parecer um pouco exagerada, mas ela realmente não é. Não vou entrar em muitos detalhes da trama e personagens, mas a Wikipedia oferece um resumè razoável e spoilers bem destacados. Definitivamente, The Wire is a life-changing experience.






sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

BREAKING BAD

Breaking Bad é a história de Walter White. Um pai de familia que é professor de química de colégio, mora no Novo México com sua esposa e filho. Ele é um gênio da química que leva uma vida mediocre para o potencial que tem, e é frustrado com esse fato. Logo no primeiro episódio ele é diagnosticado com câncer. O negócio é direto mesmo. Por algum motivo, que sinceramente não lembro, ele sai junto com o cunhado Hank para uma batida em um laboratório de metanfetamina - o cunhado é um tira da divisão de narcóticos. Walter percebe que ele pode produzir metanfetamina, e provavelmente um produto muito melhor do que os caras produzem, afinal é químico de verdade. O motivador é que precisa de dinheiro para seu tratamento, e caso morra, para deixar para sua familia. É aí que ele vira sócio de Jesse Pinkman, seu ex aluno e atual traficante. Walter entra para o crime.


Ao passar do tempo Walter precisa tocar um negócio que pouco entende, escondido da familia e ainda fazer seu tratamento. Fica cada vez mais difícil levar essa vida dupla, o negócio das drogas fica mais complexo e toma mais tempo. Naturalmente perguntas começam a ser feitas, tanto pela sua familia, como pela polícia e pelos outros personagens do submundo das drogas, onde Walter vai cada vez mais se inserindo e conseguindo cada vez mais poder.

Jesse, Walter, Walt Jr, Hank, Saul Goodman, cabeça na tartaruga, Mike, velho babão, Tuco e Gus Fring
Um dos melhores seriados que assisti recentemente. Comecei no início desse ano, por volta de março. Fiquei completamente viciado e assisti quase todas as temporadas sem parar. Os personagens que aparecem são sensacionais, a história é absurdamente bem escrita. É totalmente sutil em dicas do que pode acontecer, de modo que prende a atenção como nunca tinha visto.
Ultimamente é o seriado que mais recomendo aos meus amigos. Alguns tiveram a decência de assistir, outros ainda ficam achando que The Walking Dead é que é bom. A nota no iMDB é absurdamente alta: 9,4

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

The Office (EUA)

Não é nenhum seriado novo, mas certamente é uma das comédias mais originais dos últimos tempos. Começou em 2005 e segue até hoje.
Se passa em um escritório pequeno, com pessoas totalmente normais, em uma cidade do interior sem nenhum apelo. É a versão americana de um seriado inglês, que ainda não assisti pra poder comparar. Uma empresa que vende papel em Scranton, Pennsylvania.
O humor é nonsense e imbecil ao mesmo tempo que é bem inteligente. Não é nada politizado e tem um pouco de referência de cultura pop, mas normalmente as histórias se desenvolvem dentro da trama dos personagens, que são realmente ricos e seguem uma linha fiel de comportamento. Os atores não são famosos (exceção do Michael), ou pelo menos não eram.
Vou me concentrar nos meus personagens preferidos:
Michael Scott
É o chefe. Em nenhum momento fica claro como chegou na posição onde está, porque é totalmente incompetente e desequilibrado. É muito carente e acha que os colegas de trabalho são sua familia, pois não tem filhos nem esposa. Por não ter vida, se envolve demais em questões pessoais de seus colegas, sempre passando do limite do que é socialmente aceitável. Ele é o rei das bolas fora e das piadas inadequadas. É meu preferido.
O ator que interpreta é o Steve Carell, que fez O Virgem de 40 Anos, que me agrada muito.
Dwight Schrute
É o melhor vendedor da empresa. Também o mais esquisito. Além de vendedor é um exímio homem do campo. Tem uma fazenda de beterrabas - tá sempre falando dela. É certamente o personagem mais estranho. Desconfio seriamente que o Sheldon do Big Bang Theory tenha sido um pouco inspirado nele. Pelo vídeo dá pra começar a ter uma noção

Pam e Jim
Pra quem não viu nada, já adianto: eles acabam se casando. Não interessa, o que importa é que esses são os mais normais do escritório, são os que tem melhor senso crítico de como viver em sociedade e não se perdem em devaneios absurdos, como Michael e Dwight. Quase nunca. Pelo menos não iniciam nenhuma aventura estúpida, mas certamente encorajam. Jim é o mestre das pegadinhas, tipo fazer uma gelatina e colocar as coisas do Dwight dentro.
Além desse tem o Creed, Ryan, Kevin e Toby. Cada um muito peculiar e engraçado a seu modo. Principalmente o Creed, velho completamente louco.
Um tempo atrás passava no FX na net, hoje em dia não sei dizer. Tem no Netflix da 1 até a sexta temporada. Amplamente recomendado pra quem gosta de comédia leves, sem piadas fortes, mas nem por isso leviano. É muito bem escrito, de modo que as piadas racistas e as colocações auto depreciativas do Michael sempre saem de maneira natural, nada forçado. Ok, não é nenhum Seinfeld no que diz respeito a perfeição do script, mas certamente muito bom.
 IMDB: The Office (2005– ) on IMDb