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sábado, 8 de agosto de 2015

Agents of Shield

Nos primeiros episódios, Marvel: Agents of Shield parece uma mistura de Malhação com Power Rangers. O clima infantil dura pouco, e a série assume tons mais sombrios do que a maioria dos filmes da Marvel.
O seriado acompanha uma equipe da Shield liderada pelo agente Coulson (que tinha morrido no primeiro filme dos Vingadores, mas não morreu não). A história corre em paralelo com os filmes, e é especialmente influenciada pelos eventos do Captain America: The Winter Soldier. Algumas participações especiais são recorrentes, como a agente Maria Hill, a Lady Siff e (por incrível que pareça) do Nick Fury.

Para quem pretende acompanhar o universo Marvel, a série é obrigatória. Ela ajuda a entender vários pontos do Universo Marvel que não são expostos com clareza nos filmes. Além disso, ela estabelece os Inumanos, pessoas superdotadas que devem ocupar o papel dos mutantes (já que os direitos cinematográficos dessa palavra pertencem à Fox).

Agents of Shield conta com duas temporadas de 22 episódios, cada um com uma hora de duração. A terceira temporada já foi confirmada e deve chegar no ano que vem. É bastante material pra matar o tempo entre um filme da Marvel e outro.




quarta-feira, 4 de setembro de 2013

R.I.P.D.

Já que o blog tá meio morto, resolvi escrever sobre R.I.P.D., filme de ação estrelado por Jeff Bridges  (Roy), Ryan Reynolds (Nick) e Kevin Bacon (Hayes). Na história, o agente Nick morre e é convidado a fazer parte do Rest in Peace Department, uma divisão policial celestial que cuida de demônios que cruzam a fronteira do além e voltam ao mundo dos vivos para aprontar altas confusões. Nick será companheiro de Roy, um policial à moda antiga (literalmente).


A história parece familiar? Não é à toa: o filme é uma mistura de MIB com Constantine. Do primeiro, R.I.P.D copia o lado "policial comum que vai para em uma agência secreta trabalhar com um veterano e combater inimigos de outro mundo". Só que, ao invés de aliens, aqui temos demônios, o que dá no mesmo.

Para combater os espíritos, agentes contam com uma munição especial que "apaga" os não-vivos (inclusive outros agentes). Fiquei com dúvida nesse ponto: para aonde vai alguém que morre depois de estar morto? É simplesmente apagado do universo? Isso é melhor do que sofrer no inferno?

É claro que o filme não se propõe a explorar questões transcendentais, mas sim a ser um filme de ação. Porém, mesmo sob esse ângulo, ele não impressiona. Os efeitos especiais são bons, mas não há nada de inovador. O espaço (praticamente ilimitado) para criar demônios não é explorado, e as criaturas  simplesmente "não impõe respeito". Aliás, o gordão que aparece no trailer lembra mais o Blob dos X-man do que qualquer outra coisa.

O trailer oficial passa bastante spoilers e mostra as melhores cenas do filme, e o resto da história dá pra concluir nos primeiros 15 minutos. Eu não assistiria, mas também não esperaria muito do filme. Melhor assistir Kick Ass 2, que já vazou num cinema do japão.





terça-feira, 9 de julho de 2013

Kick-Ass

Quando o Pablo me convidou para escrever no blog, eu pensei: o que eu devo avaliar? Deixando as frescuras de lado (fotografia, trilha sonora, enfim, tudo que eles avaliam em um Oscar) o que realmente deve ser pensado na hora de resenhar um filme? A minha resposta é: expectativas. Acredito que um filme agrada quando ele corresponde àquilo que esperamos. Filmes antigos perdem em muitos critérios (frescuras) para filmes novos, mas os clássicos sempre me agradam mais porque eu sei o que esperar deles.

Partindo daí, vou começar pelo Kick-Ass, lançado em 2010 e que vai ganhar uma sequência ainda esse ano. Para mim, esse é o filme (recente) ideal para mostrar como não gerar expectativas e surpreender o público.

O trailer já deixa bem claro que o "super-herói" é um nerd comum que resolveu colocar uma fantasia e sair por aí batendo em bandidos. Não tem nada dos efeitos especiais de um Transformers, não tem o roteiro de Watchman, nem a estrutura de SinCity, a fotografia de 300 e um personagem consagrado como o Spider-man. É simplesmente um John Doe que resolve bancar de herói. Simples assim.

O elenco anunciado também não ajuda. Ninguém muito famoso em papeis centrais e, para piorar, tem o Nicolas Cage.

Eu confesso que, quando fui assistir esse filme no Netflix, esperava a cura para a minha insônia. Duas horas depois, eu não tinha caído no sono acordado, mas tinha assistido a um filme engraçado, leve e divertido. As piadas são legais, as cenas de ação são boas e há alguns pontos na trama que ficam na memória. Por incrível que pareça, até o nosso amigo Cage é razoável.

Enfim, é um filme adequado para um geek que quer ter duas horas agradáveis. Só NÃO assistam ao trailer do segundo filme, que tem mais spoilers do que a Wikipedia do Game of Thrones.