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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

7 psicopatas e um shi-tzu

É um meta filme divertido.
Do mesmo diretor de "in Bruges" ou "Na mira do chefe" e com o mesmo ator principal - Colin Farrell - a história trata de um roteirista alcoólatra e com bloqueio criativo. Começa a escrever um roteiro sobre psicopatas. Ele vai tirando inspiração principalmente do seu amigo muito louco Sam Rockwell (baita ator!!). O amigo tem alguma profissão que me não recordo, mas acho que a principal atividade é sequestrar cães com o amigo Christopher Walken!!! Eis que em certo momento roubam um shi tzu que pertence a um famoso gângster - Woody Harrelson. Esse sim um verdadeiro psicopata.


O filme, que é de 2012, tenta quebrar muitos dos clichês do cinema: a construção linear comum e didática, os diálogos cheios de frases vazias cheias de sofismo, o perfil do assassino frio e quase herói (ou o super bandido ruim até os ossos)... E tenta também contar muitas histórias ao mesmo tempo que escreve a sua própria. Sendo assim, acaba ficando um pouco raso. Os personagens não te cativam muito - embora sejam bem interpretados e carismáticos o suficiente - e a história fica tão aberta que não consegue te prender. Em nenhum momento tu fica sentado na ponta do sofá, esperando um desfecho. A maior tensão é saber se o cachorro vai morrer ou não.
Se passa em Los Angeles e arredores, tem um excelente elenco e é cheio de referências à cultura pop, cinema e tal.
Mesmo assim é um bom filme, divertido e inteligente. Vale a pena pelo humor negro e histórias originais.
Tem uma nota razoável no imdb, acho que tá até exagerado. "Na mira do chefe" é muito melhor!
Seven Psychopaths (2012) on IMDb


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

The Way Back

Caminho da liberdade é um filme dirigido por Peter Weir, de 2010, baseado em fatos reais. Inspirado em um livro de Slawomir Rawicz (não o conhecia), conta a história de sete prisioneiros de um gulag siberiano que fogem da União Soviética na época de Stálin. Tem no elenco, além do mocinho Jim Sturgess, os muito bons Ed Harris, que há tempos não via e já havia trabalhado com Weir no bom Truman Show, e Colin Farrell, que há pouco comentei.
A cena inicial já é tensa, mostrando a condenação de Janusz, soldado polaco, há 20 anos de prisão na Sibéria - com a esposa sendo forçada a "confessar" a culpa. Daí, o mocinho se depara com toda a podridão do gulag e as maracutaias que rolam pelo beco. Lá conhece o americano (sim, um americano acabou na Sibéria) Mr. Smith (Ed Harris) e o russo, com sotaque e tudo, Valka (mais uma baita atuação de Colin Farrell). Se juntam a outros quatro, e, em meio a uma tempestade, fogem da barbárie. Começa a aventura!
Adiante, o cenário é espetacular, passando por neve, água, deserto e otras más, sempre com cenas bonitas em cada um. Algumas nem tanto, como a da competição por comida com os lobos - merece ficar entre as grandes do cinema! A inclusão da menina no meio do filme, que de rejeitada passa a "filhinha", também marca pontos na tabela. Outra passagem bacana é a da despedida do ambivalente (pelo menos pra Janusz e pra mim) Valka, que dá um tom um tanto quanto filosófico à fronteira USSR-Mongólia, que na verdade não havia acabado - permanecia em todos, inclusive.
Talvez a película peque em não mostrar muito dificuldades "não naturais" (como se já não bastassem as naturais); digo confronto com soviéticos, fugas e lero-lero. A cena final também, meio óbvia demais, poderia ter sido melhor trabalhada. Defeitos esses que pouco interferem na qualidade da obra, bonita, que merece a olhada. Vejam e fujam do seu gulag interior - que belo, não?
 
 
 

sábado, 8 de setembro de 2012

Cassandra's Dream

O Sonho de Cassandra é de 2007 e talvez seja um dos menos aclamados filmes de Woody Allen, quiça um dos mais criticados. Não sei se merece tantos deselogios.
Conta a história de dois irmãos, intepretados pelos excelentes Ewan McGregor (Ian) e Colin Farrell (Terry). Os dois, moradores de um subúrbio de Londres, "embriagados" em problemas financeiros, tentam se sobressair de maneira diferente: o primeiro, através de um duvidoso negócio envolvendo hotéis na Califórnia, e o segundo, pelo jogo e apostas. Terry, casado, afundado no álcool e contraindo dívidas, é mais perturbado mentalmente; Ian, inicialmente mais frio e parcialmente equilibrado, conhece uma atriz de teatro, o que ativa ainda mais o sonho de se mudar para os Estados Unidos.
Então, recebem a visita do tio Howard, um milionário proprietário de uma clínica de cirurgia plástica que mora na China. A partir daí, o jogo muda, com ambos se envolvendo em um esquema ainda mais arriscado.
O cinza londrino contribui com a atmosfera sombria que se instala desde a chegada do médico e dá um charme a condução do enredo. Não sei porque, mas algo, talvez o acinzentado ou a tensão e a intensidade dos conflitos tratados, me lembrou muito Sobre Meninos e Lobos. Não é um filme tão bom quanto o de Clint Eastwood (já é uma heresia querer comparar), mas tampouco se torna uma obra merecedora de tantas críticas. Vale a olhada!