segunda-feira, 16 de julho de 2012

Escola do Rock

Tá aí um filme que eu não canso de assistir. Esse último domingo estava eu passando os canais e me deparo com ele. Me agrada a inocência, tanto das crianças como do professor, a forma genuina como se relacionam. A música é linguagem universal e suficiente para aproximar gerações. Claro que pode ter também o efeito oposto. Poucas coisas definem a personalidade de alguém como gosto musical. O gosto por filmes é parecido. Quem não gosta de Escola do Rock já ganha minha desconfiança: ou é ruim da cabeça ou gosta do Michel Telo.

Acho difícil que alguém não conheça a trama, que é de 2003, mas aí segue. A história é de um músico fracassado, expulso da própria banda, que precisa de dinheiro. Ele intercepta a ligação do roommate e resolve que vai se fazer passar pelo amigo para poder trabalhar. Só que o amigo é professor, e o gordo sem vergonha só entende de música. Então na hora da verdade ele acaba dando aula disso, de música, tanto prática como teórica. Para saber o resultado tem que assistir. Pra quem não sabe o filme tem todo o perfil Sessão da Tarde, mas é realmente muito bom. Pra adultos, crianças, famílias ou forever alones. Definitivamente um clássico!
Destaques: A trilha sonora (obvio), Jack Black e os riffs de boca e danças, as crianças prodígio e a música principal (video abaixo) que é muito legal!!




domingo, 8 de julho de 2012

La Ventana

É fato que o cinema argentino me chama atenção. Não sei se pela atmosfera sombria, diferente do ensolarado Brasil, como contraponto; não importa, gosto dez vezes mais de nuvem do que de sol. Bobagem, estou falando agora de A janela, filme pampeano de 2008. A película é dirigida por Carlos Sorín, conhecido também por El perro e Historias Mínimas, que receberam boas cotações no IMDB.
A obra em questão começa com um sonho de um velhinho, que mora numa fazenda no interior da Argentina. É uma memória da infância, que lembra um episódio em que fora cuidado por uma babá, enquanto os pais davam uma festa no casarão. Daí se desenvolve a trama, durante apenas um dia, com o senhor se preparando para a chegada do filho. O herdeiro é pianista e mora na Europa e não visitava o pai há alguma hora.
Pra ti que tá mais acostumado com bandido e mocinho, nem perde o tempo. É um filme parado, em que a maior emoção é o velhinho se aventurando de pijama pelos hectares da fazenda. Por outro lado, se tu gosta de um clima nublado e, até certo ponto, bonitinho, vai fundo. O filme se desenrola devagar, lembra quando o cinema engantinhava em termos de efeitos especiais, e isso enriquece - pelo menos na minha visão. Se pensar em desistir no meio, não pára... o final é lindo.



quinta-feira, 7 de junho de 2012

DRIVE

Drive (2011)

Fui atraído pelo canto da sereia. O trailer parece legal, a história também: motorista de fuga e dublê(na minha opinião as 2 profissões mais afudês do mundo) se envolve com as pessoas erradas ao tentar ajudar vizinha.
Que filme horroroso. Devo ser muito insensível para não achar a atuação de Ryan Gosling magnífica. Só pode ser que todas as críticas feitas a esse filme foram por mulheres ou gays, porque para elogiar o cara(nesse filme) precisa ser totalmente tendencioso.

Ele fala 3 frases o filme inteiro. Tá sempre com a mesma cara. Até o robozinho do Wall-E - ta não vou apelar - digo, o robo, que também é assassino, do Eu Robô tem mais expressão que ele. Além disso não há ação, as coisas parecem não fazer sentido. Repito: eu devo ser um insensível para não compreender.
Ajuda a vizinha. Dirige o carro em silêncio. Conquista a vizinha. Não fala nada. Começa a matar todo mundo. Anda de carro. Mata. Carro. Silêncio.
Filme de merda. A trilha sonora também não faz sentido. Mistura anos 80 com algumas clássicas. Tudo bem, a fotografia é excelente. Os efeitos sonoros são legais também, criam um clima de tensão. Lembra um pouco o Iluminado nesse sentido. Obvio, perde feio, mas lembra um pouco. A unica coisa boa sobre a história é a imprevisibilidade. A mudança no comportamento do personagem foi inesperada e bem vinda. A ultima coisa horrível que não posso deixar passar: a fonte usada. Por que aquele batom rosa?

Não entendo porque foi aclamado em Cannes e pela galerinha do cinema.

Chato pra cacete.