Gael García Bernal talvez seja hoje o maior ícone do cinema latino-americano. Desde Amores Peros, protagonizou diversos filmes interessantes e de alto conceito, o que o levou a Hollywood, por fim. Todos muito bons, realmente, e de brilhante atuação do mexicano. Agora, ele volta às raízes pra ser o mocinho em No, filme chileno do ano passado, dirigido por Pablo Larraín.
Todo filme chileno é sobre ditadura? Sim, o que não tira a qualidade do último. Brincadeiras a parte - acho que o outro filme que assisti de produção no país mais fino do mundo foi Machuca (excelente!) - a película sobre a qual comento é baseada em fatos reais. Em 1988, a ditadura de Pinochet convocou um plebiscito para saber se a população desejava ("SÍ") ou não ("NO") a manutenção do próprio no poder por mais oito anos. Aí entra René Saavedra - vivido por Bernal - publicitário que, convidado, decidi cooperar com a campanha a favor do NO; por outro lado, seu chefe de empresa, é "conselheiro" do SÍ.
Como toda película que tem qualquer tipo de regime opressor como pano de fundo, é fundamental um pouco (ou muito) romantismo. Saavedra - um homem, no mínimo, necessário - é separado, tem um filho, vive um vai-e-vem com a ex-esposa (ou uma tentativa disso), que é inclusive mais engajada politicamente que ele. Ao mesmo tempo e, obviamente, se envolve com os opositores do regime; assim, também é perseguido, e toma partido a partir disso - o que o torna mais rico como pessoa.
"No" é um filme excelente, não serve apenas como mais um clichê. Concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro e perdeu para "Amour", outra pérola de Michael Haneke - o que, na minha opinião, não o coloca em um nível abaixo.
domingo, 7 de julho de 2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
Hombre de Al Lado
Mais uma vez, os argentinos me comovem - não é a toa que eu acho Maradona dez vezes mais brilhante que Pelé. Não só eu, todos os sensatos. Mas vamos ao que interessa.
Le Corbusier foi um cultuado arquiteto/urbanista francês que, em viagem a Argentina, ajudou a erguer uma casa em La Plata, na província de Buenos Aires. É lá que se passa a história. Agora a ficção...
Filme de 2009, O Homem ao Lado começa com Leonardo, designer e chato, sendo acordado por ruídos de uma obra. Levantando a persiana, eis: uma janela sendo erguida com vista para sua casa. O mandante do "crime" é Victor, típico argentino malandro, que diz querer aproveitar os raios de sol que antes não lhe davam as caras. Aí começa o pesadelo do morador da residência de Corbusier.
O vizinho assusta, de início, pelo tipo rudo, e Leonardo, que vive com a esposa e a filha, tenta de todas as maneiras impedir a obra do homem. Todavia, sempre com precaução, o medo também começa a tomar conta da psiqué do chato... medo que se transforma em paranoia. Do meio do filme em diante (e pode ler mesmo não tendo visto), digamos que a trama mocinho-bandido vira e dá outra conotação ao enredo. Bem mais interessante, por sinal.
É uma bela obra, que, infelizmente, quase se restringe a um único cenário: casa e arredores. O jogo psicológico entre os dois homens é demasiado inteligente e faz pensar a respeito de preconceitos tolos. Vale a olhada, cabrón.
Le Corbusier foi um cultuado arquiteto/urbanista francês que, em viagem a Argentina, ajudou a erguer uma casa em La Plata, na província de Buenos Aires. É lá que se passa a história. Agora a ficção...
Filme de 2009, O Homem ao Lado começa com Leonardo, designer e chato, sendo acordado por ruídos de uma obra. Levantando a persiana, eis: uma janela sendo erguida com vista para sua casa. O mandante do "crime" é Victor, típico argentino malandro, que diz querer aproveitar os raios de sol que antes não lhe davam as caras. Aí começa o pesadelo do morador da residência de Corbusier.
O vizinho assusta, de início, pelo tipo rudo, e Leonardo, que vive com a esposa e a filha, tenta de todas as maneiras impedir a obra do homem. Todavia, sempre com precaução, o medo também começa a tomar conta da psiqué do chato... medo que se transforma em paranoia. Do meio do filme em diante (e pode ler mesmo não tendo visto), digamos que a trama mocinho-bandido vira e dá outra conotação ao enredo. Bem mais interessante, por sinal.
É uma bela obra, que, infelizmente, quase se restringe a um único cenário: casa e arredores. O jogo psicológico entre os dois homens é demasiado inteligente e faz pensar a respeito de preconceitos tolos. Vale a olhada, cabrón.
domingo, 23 de junho de 2013
SHERLOCK
Já faz um bom tempo estou assinando Netflix.
Inicialmente fiquei empolgado pela quantidade absurda de titulos que lá estão disponíveis. Separados por categoria, filtro de diretor e ator. Recomendados pelo histórico de já assistidos. Recomendados pela avaliação do usuário. Ao passar do tempo fui percebendo que a grande maioria data de 2 anos ou mais atrás. Assim, dá pra dizer que muitos dos recomendados para mim, eu já assisti. Mas ainda vale pena, porque volta e meia aparece um daquele tipo: "é mesmo! esqueci que esse filme existia!" ou então alguns que até então eram desconhecidos mesmo. Tipo SHERLOCK.
Fiquei um pouco surpreso de não conhecer, já que gosto bastante dos livros e dessas coisas de misterio policiais em geral.
Nesse caso é uma série de televisão, não uma série de filmes. Gosto bastante das novas do Guy Ritchie e do R.D.Jr, mas essa é bem diferente por causa de só 1 detalhe: se passa nos dias atuais.
Fora esse detalhe, é tudo igual. Sherlock e Watson. Moram em Baker Street. Tem o inspetor Lestrade também. Sherlock deduz tudo e mais um pouco em 1 segundo. Watson manca.
Só que tudo isso num ambiente moderno.
Confesso que ainda não assisti tudo, mas fiquei tão empolgado que resolvi postar antes de ter uma avaliação total.
Inicialmente fiquei empolgado pela quantidade absurda de titulos que lá estão disponíveis. Separados por categoria, filtro de diretor e ator. Recomendados pelo histórico de já assistidos. Recomendados pela avaliação do usuário. Ao passar do tempo fui percebendo que a grande maioria data de 2 anos ou mais atrás. Assim, dá pra dizer que muitos dos recomendados para mim, eu já assisti. Mas ainda vale pena, porque volta e meia aparece um daquele tipo: "é mesmo! esqueci que esse filme existia!" ou então alguns que até então eram desconhecidos mesmo. Tipo SHERLOCK.
Fiquei um pouco surpreso de não conhecer, já que gosto bastante dos livros e dessas coisas de misterio policiais em geral.
Nesse caso é uma série de televisão, não uma série de filmes. Gosto bastante das novas do Guy Ritchie e do R.D.Jr, mas essa é bem diferente por causa de só 1 detalhe: se passa nos dias atuais.
Fora esse detalhe, é tudo igual. Sherlock e Watson. Moram em Baker Street. Tem o inspetor Lestrade também. Sherlock deduz tudo e mais um pouco em 1 segundo. Watson manca.
Só que tudo isso num ambiente moderno.
Confesso que ainda não assisti tudo, mas fiquei tão empolgado que resolvi postar antes de ter uma avaliação total.

