Quando o Pablo me convidou para escrever no blog, eu pensei: o que eu devo avaliar? Deixando as frescuras de lado (fotografia, trilha sonora, enfim, tudo que eles avaliam em um Oscar) o que realmente deve ser pensado na hora de resenhar um filme? A minha resposta é: expectativas. Acredito que um filme agrada quando ele corresponde àquilo que esperamos. Filmes antigos perdem em muitos critérios (frescuras) para filmes novos, mas os clássicos sempre me agradam mais porque eu sei o que esperar deles.
Partindo daí, vou começar pelo Kick-Ass, lançado em 2010 e que vai ganhar uma sequência ainda esse ano. Para mim, esse é o filme (recente) ideal para mostrar como não gerar expectativas e surpreender o público.
O trailer já deixa bem claro que o "super-herói" é um nerd comum que resolveu colocar uma fantasia e sair por aí batendo em bandidos. Não tem nada dos efeitos especiais de um Transformers, não tem o roteiro de Watchman, nem a estrutura de SinCity, a fotografia de 300 e um personagem consagrado como o Spider-man. É simplesmente um John Doe que resolve bancar de herói. Simples assim.
O elenco anunciado também não ajuda. Ninguém muito famoso em papeis centrais e, para piorar, tem o Nicolas Cage.
Eu confesso que, quando fui assistir esse filme no Netflix, esperava a cura para a minha insônia. Duas horas depois, eu não tinha caído no sono acordado, mas tinha assistido a um filme engraçado, leve e divertido. As piadas são legais, as cenas de ação são boas e há alguns pontos na trama que ficam na memória. Por incrível que pareça, até o nosso amigo Cage é razoável.
Enfim, é um filme adequado para um geek que quer ter duas horas agradáveis. Só NÃO assistam ao trailer do segundo filme, que tem mais spoilers do que a Wikipedia do Game of Thrones.
terça-feira, 9 de julho de 2013
segunda-feira, 8 de julho de 2013
MinutePhysics
Ja escrevemos aqui sobre o Through the Wormhole - seriado do Discovery Channel com Deus Morgan Freeman narrando causos científicos.
Agora, se alguem não tem o Discovery Channel e paciência e tempo ou nenhum dos anteriores individualmente destacados, mas tem interesse, recomendamos o youtube. Lá existe um canal chamado Minute Physics.
O propósito é falar sobre física em pouco tempo e de forma simples. O que é o fogo? É melhor correr na chuva ou caminhar? O que é gravidade? Além de coisas mais complexas, mas que são desenroladas e explicadas direitinho. Não é um material para estudar para o colégio, ou para a faculdade, mas certamente algo para conversar no bar.
A arte é também muito interessante. Enquanto fala vai desenhando (parecido com o Tales of Mere Existence, que já falamos aqui também), o que dá muito mais sentido pra coisa toda. Afinal, falar sobre: o que é o universo? Traz implicita a resposta para a pergunta: entendeu ou quer que eu desenhe?
Pra quem gostou, existem muitos canais do youtube fazendo esse tipo de coisa. Haja visto o número de inscritos no Minute Physics: 1 milhão e 600 mil pessoas.
Pra quem quer mais coisas, o proprio canal fez um video com recomendações.
Agora, se alguem não tem o Discovery Channel e paciência e tempo ou nenhum dos anteriores individualmente destacados, mas tem interesse, recomendamos o youtube. Lá existe um canal chamado Minute Physics.
O propósito é falar sobre física em pouco tempo e de forma simples. O que é o fogo? É melhor correr na chuva ou caminhar? O que é gravidade? Além de coisas mais complexas, mas que são desenroladas e explicadas direitinho. Não é um material para estudar para o colégio, ou para a faculdade, mas certamente algo para conversar no bar.
A arte é também muito interessante. Enquanto fala vai desenhando (parecido com o Tales of Mere Existence, que já falamos aqui também), o que dá muito mais sentido pra coisa toda. Afinal, falar sobre: o que é o universo? Traz implicita a resposta para a pergunta: entendeu ou quer que eu desenhe?
Pra quem gostou, existem muitos canais do youtube fazendo esse tipo de coisa. Haja visto o número de inscritos no Minute Physics: 1 milhão e 600 mil pessoas.
Pra quem quer mais coisas, o proprio canal fez um video com recomendações.
domingo, 7 de julho de 2013
Gael García Bernal talvez seja hoje o maior ícone do cinema latino-americano. Desde Amores Peros, protagonizou diversos filmes interessantes e de alto conceito, o que o levou a Hollywood, por fim. Todos muito bons, realmente, e de brilhante atuação do mexicano. Agora, ele volta às raízes pra ser o mocinho em No, filme chileno do ano passado, dirigido por Pablo Larraín.
Todo filme chileno é sobre ditadura? Sim, o que não tira a qualidade do último. Brincadeiras a parte - acho que o outro filme que assisti de produção no país mais fino do mundo foi Machuca (excelente!) - a película sobre a qual comento é baseada em fatos reais. Em 1988, a ditadura de Pinochet convocou um plebiscito para saber se a população desejava ("SÍ") ou não ("NO") a manutenção do próprio no poder por mais oito anos. Aí entra René Saavedra - vivido por Bernal - publicitário que, convidado, decidi cooperar com a campanha a favor do NO; por outro lado, seu chefe de empresa, é "conselheiro" do SÍ.
Como toda película que tem qualquer tipo de regime opressor como pano de fundo, é fundamental um pouco (ou muito) romantismo. Saavedra - um homem, no mínimo, necessário - é separado, tem um filho, vive um vai-e-vem com a ex-esposa (ou uma tentativa disso), que é inclusive mais engajada politicamente que ele. Ao mesmo tempo e, obviamente, se envolve com os opositores do regime; assim, também é perseguido, e toma partido a partir disso - o que o torna mais rico como pessoa.
"No" é um filme excelente, não serve apenas como mais um clichê. Concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro e perdeu para "Amour", outra pérola de Michael Haneke - o que, na minha opinião, não o coloca em um nível abaixo.
Todo filme chileno é sobre ditadura? Sim, o que não tira a qualidade do último. Brincadeiras a parte - acho que o outro filme que assisti de produção no país mais fino do mundo foi Machuca (excelente!) - a película sobre a qual comento é baseada em fatos reais. Em 1988, a ditadura de Pinochet convocou um plebiscito para saber se a população desejava ("SÍ") ou não ("NO") a manutenção do próprio no poder por mais oito anos. Aí entra René Saavedra - vivido por Bernal - publicitário que, convidado, decidi cooperar com a campanha a favor do NO; por outro lado, seu chefe de empresa, é "conselheiro" do SÍ.
Como toda película que tem qualquer tipo de regime opressor como pano de fundo, é fundamental um pouco (ou muito) romantismo. Saavedra - um homem, no mínimo, necessário - é separado, tem um filho, vive um vai-e-vem com a ex-esposa (ou uma tentativa disso), que é inclusive mais engajada politicamente que ele. Ao mesmo tempo e, obviamente, se envolve com os opositores do regime; assim, também é perseguido, e toma partido a partir disso - o que o torna mais rico como pessoa.
"No" é um filme excelente, não serve apenas como mais um clichê. Concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro e perdeu para "Amour", outra pérola de Michael Haneke - o que, na minha opinião, não o coloca em um nível abaixo.
