terça-feira, 12 de novembro de 2013

Tesis Sobre Un Homicidio

Darín, HOMEM Darín, o cara que disse não a Tarantino (não me importa mais se não é o Tarantino). O porteño estrela mais uma vez (e quem mais seria?) um grande feito do cinema argentino.
Fui ver "Tese Sobre Um Homicídio" - um 6,3 a meu ver injusto no imdb - esperando ver um bom filme. Não tinha como esperar nada mais que isso depois do brilhante "El Secreto De Sus Ojos". Calma, Felipe! Não duvida da capacidade dos hermanos.
A obra em questão foi lançada esse ano em solo brasileiro e há menos de um mês esteve em cartaz. É dirigida por Hernán Barcos, não... Hernán Goldfrid, que - digamos - é mais certeiro que o centroavante gremista. Já havia estado a frente de "Tiempo de Valentes", que teve boa aceitação e ainda estou por ver. É incrível como lá se erguem muito bons diretores; proporcionalmente, dão de relho no Brasil.
Sobre o filme em si, "Tese Sobre Un Homicidio" se passa em Buenos Aires, e tem locações no bonito prédio da Faculdade de Direito, na Recoleta. Darín vive Roberto Bermúdez, advogado e professor, que - na história - ministra um seminário a recém-formados.
Já no primeiro dia, um dos alunos (Gonzalo), filho de um ex-colega de Bermúdez, chega atrasado. Polido, o rapaz logo chama atenção do mestre, pela postura um tanto quanto arrogante. Dias depois, uma moça é assassinada e seu corpo é largado no estacionamento da Universidade. Começa então a busca pelo autor do crime, e Roberto se envolve nela. Começa junto a paranóia (paranóia?), em que tudo - dentro das evidências colhidas pelo personagem principal - leva a crer que o assassino é Gonzalo.
Muito interessante como é conduzido o enredo. Lembra thrillers norte-americanos, e é muito bem pensado, inteligente. Depois de assistir, li críticas de muitas pessoas sobre o final: uns não entenderam, outros não gostaram; eu, todavia, achei instigador. Foge do lugar-comum, o que - a meu ver - faz ganhar pontos. Se indico? Não hesita! Eu, excetuando Francisco, não duvido mais da capacidade dos argentinos.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Orange is the New Black

Estava eu tentando escolher alguma coisa pra assistir, no infinito de coisas do Netflix. Apesar da separação por estilos, muitas vezes eles não tem muita relação. Já tinha perdido quase 10 minutos julgando a sessão "Se você gostou de The Office". Até que cansei e escolhi um qualquer, sem preconceito. Escolhi esse Orange is the New Black sem antes ver a nota do IMDB, sem ver atores e nada. Só sabia que era produção do Netflix.
A história até que é interessante. Uma mulher vai presa por crimes que cometeu 10 anos atrás. Ela não é de fato uma criminosa recorrente. Foi infratora no passado, numa fase diferente da vida, mas depois voltou a ser uma pessoa normal - deixando de lado a discussão sobre o que é de fato normal, não leve a mal. Fato relevante: baseado na história de vida de uma americana. Quem quiser pode tentar achar a biografia dela em portugues, só achei em ingles.
Ela chega na prisão e precisa se adaptar a essa nova realidade. Uma prisão totalmente feminina, que normalmente não é frequentemente objeto de filmes e seriados, e não faz parte do mundo dela. Não fazia.

Os episódios tem cerca de 1 hora de duração e constantemente mostram flashbacks da vida de outras detentas(meio desconexos com a história principal), flashbacks tambem da vida da personagem principal chamada Piper Chapman e partes da vida da Piper fora da cadeia -  que segue o curso normal com seu noivo e melhor amiga.
O elenco é quase 100% feminino, mas não se enquadra como um seriado de mulher, como o odioso Sex and the City por exemplo, cujo drama é ridículo e a tentativa de humor é o real motivo de drama. Não é um drama chorão e tem momentos de comédia bem colocados.
Achei interessante e continuarei assistindo.

Piper da T.V.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Vigaristas

Vigaristas é um filme interessante. Trata, surpreendentemente, da vida de 2 trapaceiros e seus golpes.
Os personagens principais: Os irmãos Bloom (Adrian Brody e Mark Ruffalo) e sua parceira Bang Bang, uma japonesa cujo mistério só pode ser medido pelo seu silêncio, e Penelope (Rachel Weiss), que é a mulher que sofre o golpe - a definição de rica excêntrica.
Não é o poster original, mas achei bem melhor.
Basicamente os irmãos vivem de pequenos golpinhos, pequenas carraspanas, desde sempre. Como de costume, um dos irmãos é feliz e o outro triste, um realizado e o outro insatisfeito. Nesse caso, o triste é o eternamente desengonçado, narigudo depressivo Adrien Brody. Brody então faz um pacto com seu mano, que após o último embuste deixará essa vida e procurará a sua verdadeira identidade. Pois veja, o irmão mais velho é a mente brilhante e ardilosa dos golpes, que cria as histórias para que o mais novo (Brody) as viva como anti-herói. Logo, quem é ele, se não um acumulado de personagens? Ele não sabe. Somente não contava que a próxima vítima seria Penelope, a adorável milhonária excêntrica e solitária que, como ela fala, coleciona hobbies. Quer profissão melhor que essa?


O filme é interessante por ser um vigarista dentro de si mesmo. É uma comédia sem risadas e um drama sem lágrimas. Ao mesmo tempo, quando parece contar a história, está te enganando. Quando parece te enganar, está contando a história. Bem interessante mesmo.
Ok, dito isso, rapidamente falando sobre o estilo: lembra muito os filmes do Wes Anderson, mas sem tanta apatia (embora o A. Brody ajude bastante nesse quesito) e sem o Bill Murray. Os personagens são caricatos, as locações são muito legais, o figurino e fotografia também. Os diálogos são interessantes, a história é bem construída.

Se não é o retrato da depressão.
Certamente vale a pena assistir, não se deixe enganar pela nota do IMDB.
Está disponível no NETFLIX.

The Brothers Bloom (2008) on IMDb