segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Orange is the New Black

Estava eu tentando escolher alguma coisa pra assistir, no infinito de coisas do Netflix. Apesar da separação por estilos, muitas vezes eles não tem muita relação. Já tinha perdido quase 10 minutos julgando a sessão "Se você gostou de The Office". Até que cansei e escolhi um qualquer, sem preconceito. Escolhi esse Orange is the New Black sem antes ver a nota do IMDB, sem ver atores e nada. Só sabia que era produção do Netflix.
A história até que é interessante. Uma mulher vai presa por crimes que cometeu 10 anos atrás. Ela não é de fato uma criminosa recorrente. Foi infratora no passado, numa fase diferente da vida, mas depois voltou a ser uma pessoa normal - deixando de lado a discussão sobre o que é de fato normal, não leve a mal. Fato relevante: baseado na história de vida de uma americana. Quem quiser pode tentar achar a biografia dela em portugues, só achei em ingles.
Ela chega na prisão e precisa se adaptar a essa nova realidade. Uma prisão totalmente feminina, que normalmente não é frequentemente objeto de filmes e seriados, e não faz parte do mundo dela. Não fazia.

Os episódios tem cerca de 1 hora de duração e constantemente mostram flashbacks da vida de outras detentas(meio desconexos com a história principal), flashbacks tambem da vida da personagem principal chamada Piper Chapman e partes da vida da Piper fora da cadeia -  que segue o curso normal com seu noivo e melhor amiga.
O elenco é quase 100% feminino, mas não se enquadra como um seriado de mulher, como o odioso Sex and the City por exemplo, cujo drama é ridículo e a tentativa de humor é o real motivo de drama. Não é um drama chorão e tem momentos de comédia bem colocados.
Achei interessante e continuarei assistindo.

Piper da T.V.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Vigaristas

Vigaristas é um filme interessante. Trata, surpreendentemente, da vida de 2 trapaceiros e seus golpes.
Os personagens principais: Os irmãos Bloom (Adrian Brody e Mark Ruffalo) e sua parceira Bang Bang, uma japonesa cujo mistério só pode ser medido pelo seu silêncio, e Penelope (Rachel Weiss), que é a mulher que sofre o golpe - a definição de rica excêntrica.
Não é o poster original, mas achei bem melhor.
Basicamente os irmãos vivem de pequenos golpinhos, pequenas carraspanas, desde sempre. Como de costume, um dos irmãos é feliz e o outro triste, um realizado e o outro insatisfeito. Nesse caso, o triste é o eternamente desengonçado, narigudo depressivo Adrien Brody. Brody então faz um pacto com seu mano, que após o último embuste deixará essa vida e procurará a sua verdadeira identidade. Pois veja, o irmão mais velho é a mente brilhante e ardilosa dos golpes, que cria as histórias para que o mais novo (Brody) as viva como anti-herói. Logo, quem é ele, se não um acumulado de personagens? Ele não sabe. Somente não contava que a próxima vítima seria Penelope, a adorável milhonária excêntrica e solitária que, como ela fala, coleciona hobbies. Quer profissão melhor que essa?


O filme é interessante por ser um vigarista dentro de si mesmo. É uma comédia sem risadas e um drama sem lágrimas. Ao mesmo tempo, quando parece contar a história, está te enganando. Quando parece te enganar, está contando a história. Bem interessante mesmo.
Ok, dito isso, rapidamente falando sobre o estilo: lembra muito os filmes do Wes Anderson, mas sem tanta apatia (embora o A. Brody ajude bastante nesse quesito) e sem o Bill Murray. Os personagens são caricatos, as locações são muito legais, o figurino e fotografia também. Os diálogos são interessantes, a história é bem construída.

Se não é o retrato da depressão.
Certamente vale a pena assistir, não se deixe enganar pela nota do IMDB.
Está disponível no NETFLIX.

The Brothers Bloom (2008) on IMDb

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Vida pós Breaking Bad

O que assistir depois de Breaking Bad?
Essa é a pergunta que não me deixa em paz. Breaking Bad é sensacional e infelizmente acabou. Mas a vida segue e precisamos achar novos entretenimentos.
Pensamos aqui em algumas séries que podemos assistir, para não entrar em crise de abstinência.
1- The Sopranos
Ainda não assisti e está no meu watchlist há alguns anos. Tema: máfia. Todos dizem ser um clássico.
Pros: é da HBO. Tem 6 temporadas. Já terminou, então não tem a tortura de esperar cada episódio.
Contras: É um pouco antigo. Foi de 1999 a 2007.

2- The Wire
Já postado aqui no blog (clica aqui pra ver o post) com a ousadia de ter sido classificado como melhor que Game of Thrones e Breaking Bad.
Pros: é da HBO. Já terminou.
Contras: Será que pode ser melhor que Breaking Bad? Já começa com expectativa lá no céu.

3- Boardwalk Empire
Muito recomendado, indicado ao Emmy de melhor série de drama. Retrata a época da Lei Seca nos EUA. Al Capone e tal.
Pros: é da HBO. Tem o Steve Buscemi no elenco.
Contra: Nota 8,7 no iMDB. Pontuação mais baixa dessa lista. Ainda está correndo, ou seja, não dá pra assistir tudo em uma mega maratona em um final de semana.
Os olhos do Steve Buscemi: quanto mais tu olha, mais estranhos ficam.

4- Homeland
Minha aposta mais ousada. Também ainda não assisti, mas está sendo muito comentada por aí.
Um soldado retorna da guerra e é tratado como heroi, porém uma pessoa suspeita dele ter se tornado um terrorista.
Pros: roteiro diferente das outras aqui tratadas.
Contra: não é da HBO. Ainda está acontecendo.

5- Better Call Saul
A última da lista, porém não menos importante. Muito pelo contrário, a mais indicada. Obviamente não pelo conteúdo, mas sim por ser a única capaz de preencher o vazio deixado pelo Heinserberg, Mike, Gus, Hank e o Jesse.
Pros: O advogado mais trambiqueiro de Albuquerque se mete em muitas aventuras e arranja várias confusões em sua própria série!
Contra: Nenhum! Better Call Saul!!!!