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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Django

O filme novo do Tarantino é um bom filme. Na minha opinião não chega perto de Pulp Fiction e Bastardos Inglórios, mas mesmo assim é um bom filme.
Diferentemente dos mencionados acima, ele é uma espécie de refilmagem - isso foi o que li, já que não assisti o Django original dos anos 60. Talvez esse seja o motivo pelo qual o filme é um pouco mais simples que os outros, talvez a liberdade criativa não pode ser tanta. A narrativa é mais linear e a história não tem grandes viradas. Fora isso, os elementos clássicos do gênero Tarantino estão lá: violência, explosões, diálogos afiados, humor, personagens secundários e muito sangue. Inclusive a aparição do próprio Tarantino, que ao contrário do Hitchcock, faz questão de ser sempre muito notado. É um baita egocêntrico. Sobre os diálogos, há um sensacional, digno de Monty Python. É a parte que Big Daddy e a sua gang estão preparando o ataque ao Django e dr.King.
Voltando à trama... Django é um escravo libertado que busca salvar sua esposa das mãos de um sádico fazendeiro, contando com a ajuda de um alemão dentista caçador de recompensas. Para caber num tuíte é isso. Django é Jamie Foxx, o fazendeiro é Leonardo DiCaprio e o alemão é Christopher Waltz - Coronel Hans Landa que rouba a cena em Bastardos Inglórios e nesse faz o mesmo.
Django é encontrado por dr King Schultz, para que ajude o dentista a caçar alguns homens, já que Django os poderia reconhecer. Dr Schultz é um caçador de recompensas, ou seja, ele pega os cartazes de PROCURADO e sai procurando os bandidos (quem já jogou Red Dead Redemption sabe. alias recomendo esse jogo). Por que Django ajudaria o Dr? Simples, ele promete libertar Django uma vez que completassem a missão.
Enquanto trabalham, vão criando um laço de amizade. Laço esse que se fortifica quando Django conta sua história de amor: após uma tentativa de fuga, ele e sua esposa foram separados, vendidos para diferentes fazendas. Os dois fazem uma parceria para resgata-la. Descobrem que está em posse de Calvin Candie - o fazendeiro sádico. Compra-la certamente não será simples, por isso elaboram um esquema para isso conseguir. Assim entra no filme, um pouco tardiamente, o vilão Leonardo DiCaprio e seu escravo braço-direito, Samuel L Jackson, que faz um personagem odioso.
Sobre as atuações: DiCaprio como vilão é perfeito. Samuel L Jackson também. O austríaco (ou alemão?) como coadjuvante nem se fala. Jamie Foxx como principal na minha opinião não combinou muito. Colocou uma marra excessiva no personagem. O que não me agradou tanto no filme foram 2 coisas que já mencionei: a entrada tardia do vilão e a narrativa linear, que acabou por simplificar o filme. Poderia ter tido mais elementos de surpresa... sei lá, não sou cineasta!

Django e Calvin Candie
Como na maioria dos filmes do Tarantino, algumas frases viram memes na hora. Dessa vez é a seguinte: "Senhores, vocês tinham minha curiosidade. Agora vocês tem minha atenção". Leonardo DiCaprio consegue naturalmente fazer o seu personagem ser muito cool, como fez Brad Pitt (Arrivederci!) em Bastardos e Bruce Willis (Zed is dead, baby) em Pulp Fiction. Na minha opinião, infelizmente Jamie Foxx não conseguiu. Ficou forçado.
A trilha sonora como sempre é sensacional. Mistura clássicos que remetem aos antigos faroestes e também novos da black music. Se quiserem ouvir todas, tem esse canal do youtube: Django soundtrack. Quem preferir também pode entrar nessa playlist do grooveshark. A minha preferida:



A nota atual no imdb é 8.7. Acho que por ser um lançamento a nota é tão alta, deve baixar daqui algum tempo. Mesmo assim, é um baita filme.

domingo, 16 de setembro de 2012

True Grit (2010)

O cenário texano faz bem para os Irmãos Coen. Assim como no espetacular Onde os Fracos não tem Vez, Joel e Ethan abusam do ambiente seco e desértico - e com sucesso! Bravura Indômita é um filme de 2010, escrito e dirigido pelos irmãos de Minnesota.
A obra é uma readaptação do filme homônimo de 1969, estrelado por John Wayne. A história é narrada pela já adulta Mattie Ross, que conta um marco de sua vida e o que se seguiu em diante: a morte de seu pai pelo seu ajudante Tom Chaney e sua busca por vingança. Para o objetivo, contata o impiedoso Robert Cogburn, muito bem interpretado por Jeff Bridges. Inicialmente, o oficial mostra desconfiança e tenta ir sozinho em busca do assassino; mas a corajosa moça de 14 anos vence a suspicácia de Cogburn e o acompanha na jornada.
O elenco é muito bom. Não só Jeff Bridges, mas Matt Damon e Josh Brolin são brilhantes. A mocinha, interpretada pela adolescente Hailee Steinfeld, também faz jus aos demais e não deixa por menos. O cenário western dá brilho e um quê de nostalgia para os que apreciam os clássicos do gênero.
Não assista o filme com a esperança de um novo Onde os Fracos não tem Vez. Não é, não se propõe a ser e não é tão fenomenal quanto. Mas vale a vista e prova que ainda hoje dá pra se admirar boas obras de faroeste.

NOTA: True Grit (2010) on IMDb