domingo, 1 de março de 2015

Sandman (HQ)

Comecei a ler Sandman por acaso, no intervalo entre uma tarefa e outra do trabalho. Depois de algumas tentativas, minha produtividade caiu muito.

Sandman é viciante pra quem curte um estilo sombrio de arte e roteiro. Inserido no universo DC, o primeiro arco conta a saga de Morpheus em busca de três itens que guardam parte de seu poder. A história corre em paralelo para os atuais possessores dos artefatos, e eventualmente Sandman entra em confronto com eles. Os enfrentamentos não são com base em força física, e o desfecho é sempre imprevisível.

Pra quem não quer ler, vale a pena procurar algumas imagens e apreciar o estilo. É uma obra de arte.



terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Miss Violence

Nunca tinha visto qualquer filme grego. Li sobre esse num link indicando bons filmes de 2014 fora do círculo midiático. O "fora do círculo midiático" me fez ir atrás (#wannabe). Depois vi que já tinha sido premiado em Veneza e bem avaliado pela "crítica especializada", aquela chata.
Miss Violence não é uma tragédia grega, embora pareça querer. Começa em uma bonitinha festa de aniversário de criança, com bolo e vovôs. Não é que, sem motivo aparente, uma guriazinha de 11 anos se atira da janela do apartamento? Inicia a trama!
Não constitui um thriller e não tem nada de suspense. É um drama sarcástico sobre a classe média ateniense; uma crítica ao machismo, ao abuso de poder, às estruturas da sociedade grega - foi o que eu tentei entender.
No início, é tudo meio confuso e entediante. Tu não sabe quem é o pai da criança, ou se ele é o avô. A mãe tu não sabe se é mãe ou vó, mas tudo vai se explicando conforme passa o tempo. Aí começa a ficar interessante, mas um interesse que logo se dissolve: a causa mortis e o desfecho de tornam óbvios. O filme acaba como começou, apático, chato, ainda que com uma abordagem interessante e coloridas com cenas que pedem estômago vazio. Uma superculpabilização da vítima também parece exagerada; é um tema que, todavia, merece discussão e é bem levantado pelo diretor. Ponto pra ele.
Não conhecia nenhum dos atores e todos me agradaram. Eles ajudam, o enredo é que parece travado. Ainda assim, acho que é uma boa oportunidade pra conhecer o cinema da Grécia. Dizem que o teatro de lá é bacana.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Injustice: Gods Among Us (os quadrinhos)

Eu nunca curti muito os quadrinhos da DC, nem os filmes (salvo Batman). Sempre achei a maioria dos herois da DC rasos, overpowereds ou chatos mesmo.

"Injustice: Gods Among Us" possui um passo diferente. Nesse universo, o Super Homem decide abandonar os paradigmas de "não matar" e de "não intervir na política". Nem todos concordam, e a liga da justiça fica dividida: enquanto o Super Homem assume o controle do mundo, a resistência é liderada pelo Batman. O abismo entre a força física deles é compensado por estratégias, intrigas e truques do morcegão.

Por ser uma edição de quadrinhos com data para acabar (são previstos 5 anos, e já está na metade), muita gente morre. Muita. Ao contrário do que normalmente ocorre nas séries com duração ilimitada, os criadores de Injustice não tiveram pena de acabar com a vida de alguns personagens principais - em definitivo.

Como dá pra imaginar, os quadrinhos foram lançados para promover o jogo. Confesso que não sei se a história dos quadrinhos bate com a do jogo de luta, mas nem precisa: Injustice parece ser uma boa experiência, tanto no jogo quanto na revista.

Ah, faltou um detalhe: os criadores do Mortal Kombat fazem parte do corpo de criação da série. Isso explica um pouco o volume de sangue nas páginas.