Avatar é, sem dúvida, um dos meus desenhos favoritos, só perdendo para Adventure Time (e perdendo por pouco).
No universo de Avatar, há quatro nações principais: Água, Fogo, Terra e Ar. Algumas pessoas nascem com a habilidade de dobrar (to bend) um desses elementos, o que significa poder manipulá-los em pequenas proporções.
Ninguém pode aprender a dobrar mais de um elemento, salvo o Avatar, que assume a missão de dominar todos os elementos e manter o equilíbrio na terra. Apenas uma pessoa no mundo é o escolhido e, quando ela morre, outra pessoa nasce e assume a missão. As reincarnações são alternados entre as nações, na ordem, da Água, Terra, Fogo e Ar.
A primeira série conta a história de Aang, o último dobrador de ar. A nação do Fogo planejava uma ofensiva sobre as outras nações e, para evitar a reincarnação do Avatar, tentou eliminar todos os membros da nação do Ar. Por sorte, Aang escapou, mas se tornou o último de sua cultura. É dele a missão de aprender as técnicas da Água, Terra e Fogo, além de deter uma nação inteira e restabelecer o equilíbrio na terra!
A história corre muito bem. Em cerca de 60 episódios divididos em 3 "livros" (Água, Terra e Fogo) de 20 capítulos, há bastante comédia e ação. O humor é sutil e, embora seja uma animação, envolvente para um público mais maduro. As cenas de ação são muito bem montadas, e as técnicas envolvendo os elementos parecem naturais para o espectador, exatamente como devem ser para os personagens.
Avatar possui uma forte influência das filosofias asiáticas, mas consegue se expressar sem uma pecha de moralismo ou conteúdo religioso. Em um dos episódios, Aang encontra um guru que ensina a ele princípios bem próximos aos do (acho eu) budismo. A presença desses elementos e a interação deles com os dilemas dos personagens torna o seriado bastante profundo. O contraste com o fato de ser uma animação e de ter várias cenas de ação dá dinâmica e leveza. É uma receita que não tem como dar errado e, de fato, a audiência, os prêmios e a legião de fãs que Avatar possui mostram isso.
Atualmente, Avatar está no seu segundo seriado, no qual conta a história de Korra, a reincarnação posterior a Aang. A proposta de Korra é um pouco diferente e merecerá um post só pra ela. Além disso, tem a adaptação para o cinema da saga de Aang: The Last Airbender. O filme foi um fracasso que, com a justíssima nota 4,4 no IMDB, levou os fãs a pedirem um rebot da trilogia que era esperada.
Avatar: The last airbender está no Netflix com uma dublagem honesta.
Definitivamente, uma animação agradável de se ver.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
OLDBOY (2013)
Um dos filmes preferidos desse blog ganhará sua versão americana.
OLDBOY, o koreano de 2003, estreia nos EUA em 27/novembro. Não aguentei até lá pra postar, porque descobri hoje sobre a refilmagem. Fico feliz que essa história ganhará popularidade, mais gente precisa assistir Oldboy!!! Sabiam que no festival de Cannes, quando ele foi apresentado, o Tarantino aplaudiu de pé e fez de tudo para que ganhasse? Mas quem ganhou a Palma de Ouro foi Fahrenheit 9/11.E também não será ele o diretor dessa versão, e sim o Spike Lee.
Segue aí o trailer:
Pontos relevantes:
1- Terá cena do polvo?
2- A nota do OLDBOY original é 8.3 no imdb!
Só espero que não seja estragado pela obrigação em agradar críticos, patrocinadores e público em geral.
OLDBOY, o koreano de 2003, estreia nos EUA em 27/novembro. Não aguentei até lá pra postar, porque descobri hoje sobre a refilmagem. Fico feliz que essa história ganhará popularidade, mais gente precisa assistir Oldboy!!! Sabiam que no festival de Cannes, quando ele foi apresentado, o Tarantino aplaudiu de pé e fez de tudo para que ganhasse? Mas quem ganhou a Palma de Ouro foi Fahrenheit 9/11.E também não será ele o diretor dessa versão, e sim o Spike Lee.
Segue aí o trailer:
Pontos relevantes:
1- Terá cena do polvo?
2- A nota do OLDBOY original é 8.3 no imdb!
Só espero que não seja estragado pela obrigação em agradar críticos, patrocinadores e público em geral.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Tesis Sobre Un Homicidio
Darín, HOMEM Darín, o cara que disse não a Tarantino (não me importa mais se não é o Tarantino). O porteño estrela mais uma vez (e quem mais seria?) um grande feito do cinema argentino.
Fui ver "Tese Sobre Um Homicídio" - um 6,3 a meu ver injusto no imdb - esperando ver um bom filme. Não tinha como esperar nada mais que isso depois do brilhante "El Secreto De Sus Ojos". Calma, Felipe! Não duvida da capacidade dos hermanos.
A obra em questão foi lançada esse ano em solo brasileiro e há menos de um mês esteve em cartaz. É dirigida por Hernán Barcos, não... Hernán Goldfrid, que - digamos - é mais certeiro que o centroavante gremista. Já havia estado a frente de "Tiempo de Valentes", que teve boa aceitação e ainda estou por ver. É incrível como lá se erguem muito bons diretores; proporcionalmente, dão de relho no Brasil.
Sobre o filme em si, "Tese Sobre Un Homicidio" se passa em Buenos Aires, e tem locações no bonito prédio da Faculdade de Direito, na Recoleta. Darín vive Roberto Bermúdez, advogado e professor, que - na história - ministra um seminário a recém-formados.
Já no primeiro dia, um dos alunos (Gonzalo), filho de um ex-colega de Bermúdez, chega atrasado. Polido, o rapaz logo chama atenção do mestre, pela postura um tanto quanto arrogante. Dias depois, uma moça é assassinada e seu corpo é largado no estacionamento da Universidade. Começa então a busca pelo autor do crime, e Roberto se envolve nela. Começa junto a paranóia (paranóia?), em que tudo - dentro das evidências colhidas pelo personagem principal - leva a crer que o assassino é Gonzalo.
Muito interessante como é conduzido o enredo. Lembra thrillers norte-americanos, e é muito bem pensado, inteligente. Depois de assistir, li críticas de muitas pessoas sobre o final: uns não entenderam, outros não gostaram; eu, todavia, achei instigador. Foge do lugar-comum, o que - a meu ver - faz ganhar pontos. Se indico? Não hesita! Eu, excetuando Francisco, não duvido mais da capacidade dos argentinos.
Fui ver "Tese Sobre Um Homicídio" - um 6,3 a meu ver injusto no imdb - esperando ver um bom filme. Não tinha como esperar nada mais que isso depois do brilhante "El Secreto De Sus Ojos". Calma, Felipe! Não duvida da capacidade dos hermanos.
A obra em questão foi lançada esse ano em solo brasileiro e há menos de um mês esteve em cartaz. É dirigida por Hernán Barcos, não... Hernán Goldfrid, que - digamos - é mais certeiro que o centroavante gremista. Já havia estado a frente de "Tiempo de Valentes", que teve boa aceitação e ainda estou por ver. É incrível como lá se erguem muito bons diretores; proporcionalmente, dão de relho no Brasil.
Sobre o filme em si, "Tese Sobre Un Homicidio" se passa em Buenos Aires, e tem locações no bonito prédio da Faculdade de Direito, na Recoleta. Darín vive Roberto Bermúdez, advogado e professor, que - na história - ministra um seminário a recém-formados.
Já no primeiro dia, um dos alunos (Gonzalo), filho de um ex-colega de Bermúdez, chega atrasado. Polido, o rapaz logo chama atenção do mestre, pela postura um tanto quanto arrogante. Dias depois, uma moça é assassinada e seu corpo é largado no estacionamento da Universidade. Começa então a busca pelo autor do crime, e Roberto se envolve nela. Começa junto a paranóia (paranóia?), em que tudo - dentro das evidências colhidas pelo personagem principal - leva a crer que o assassino é Gonzalo.
Muito interessante como é conduzido o enredo. Lembra thrillers norte-americanos, e é muito bem pensado, inteligente. Depois de assistir, li críticas de muitas pessoas sobre o final: uns não entenderam, outros não gostaram; eu, todavia, achei instigador. Foge do lugar-comum, o que - a meu ver - faz ganhar pontos. Se indico? Não hesita! Eu, excetuando Francisco, não duvido mais da capacidade dos argentinos.
