domingo, 25 de novembro de 2012

The Ghost Writer

O bom do Polanski (Roman) é tu ver os trabalhos dele e não saber que são dele. O cara mexe com terror, drama, suspense, etc, e mantém a qualidade e a peculiaridade de cada qual. E todos se saem bem no final.
O Escritor Fantasma é de 2010 e fala sobre um bom escritor britânico que aceita ser o "fantasma" de um político, ex-primeiro ministro da Grã-Bretanha. O mocinho é vivido por Ewan McGregor, que junto com Edward Norton, são os dois mestres do cinema de agora (sem discussão). O vilão, como sempre o político, tem no eterno Pierce Brosnan uma boa figura.
Se passa em Londres e nos Estados Unidos, embora pareça que o filme nunca saia da Inglaterra. Frog! Não é baseado exatamente em fatos reais, mas cai bem pra abordar o momento atual da política globalizada: escândalos, guerras, mentiras e traições - atual? A história do mundo!
Gostei do filme. Me lembrou por certos momentos Fair Game : talvez pela política, talvez pelo desfecho, mas, independente, uma boa lembrança. O Escritor Fantasma não tem nada de espetacular, mas é bem interessante, valendo teu tempo. O final toca bastante; a cena, embriagada pela "depressão atmosférica londrina" fecha com sinceridade a obra e, creio, explicita a mensagem que Polanski que queria ter passado: não te mete com o poder, mesmo que tu ache que possa vir a tê-lo!

domingo, 21 de outubro de 2012

Fair Game

Torta de realidade!
Eu já gostava do Sean Penn; depois dessa, o cara tem que ficar mais fã ainda. Como adendo, a brilhante participação de Naomi Watts alça o filme a condição de "muito bom". Estou falando de Jogo de Poder, obra norte-americana de 2010, dirigida por Doug Liman.
Baseada em fatos reais, e tendo como eixo o Caso Plame-Wilson, conta um episódio tenso e polêmico da política dos Estados Unidos da América (e do Mundo). Versa sobre a divulgação de Valerie Plame como agente-secreta da CIA; fato colocado por muitos como vingança a um artigo (ei-lo) escrito por seu marido, Joe Wilson, ex-embaixador dos Estados Unidos na África. Nele, Wilson contesta a versão da Casablanca de que o Níger havia vendido urânio ao Iraque para que o último produzisse armas nucleares.
Contado quase como um documentário, o filme é fugaz, mas não deixa de criar uma atmosfera quase de suspense. "Quase" porque talvez Doug Liman tenha passado do ponto em produzir um meio-documentário, meio-romance, pecando na condução da obra como um filme mesmo. Mesmo assim, consegue te fixar na tela e faz tua indignação contra o ex-presidente Bush e seus partidários se engrandecer. Mais pro fim, o tom romântico, após a reviravolta imposta a vida do casal Wilson, enriquece o enredo sem ser sentimentalista demais.
Apesar dos pesares, é um filme obrigatório. Não tanto pela qualidade, embora Sean Penn e Naomi Watts matem a pau; mais pelo tema em questão e as vicissitudes de Bush filho, pai, e turminha. Te enriquecerá, certamente. Não deixa de ver! E, no fim, bate palmas pra Joe Wilson e Valerie Plame. De pé!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Family Guy - "E não sobrou nenhum"

Como viciado em Family Guy, prefiro fazer um review de um episódio específico. Se tu não conhece a série, assista todos os episódios, de todas as temporadas. Muitos deles são sensacionais, por enquanto vou falar desse.
Lembrei dele recentemente quando li o livro "E não sobrou nenhum" da Agatha Christie. O episódio (9 temporada, episódio 1) é baseado no livro e no estilo de suspense: um grupo de pessoas se encontra em uma mansão e a única saída é interditada. Mortes acontecem no local e todos são suspeitos. Ninguém foge, ninguém chega, nem a polícia.
O livro e o episódio são um pouco diferentes, mas o ponto em comum é que todos os personagens são convidados para um final de semana numa mansão, por um anfitrião desconhecido. No episódio, o anfitrião é James Woods(pra quem assiste Family Guy, é o inimigo do Peter). Vários crimes vão acontecendo, ninguém sabe quem é o verdadeiro assassino, principalmente porque todas as pessoas tem motivo para serem. É um ponto positivo o fato de quase todos os melhores personagens estarem nesse episódio.


Assim se desenrola o episódio, que na verdade é um curta (tem uns 50 minutos eu acho). Nota-se claramente a qualidade da trilha sonora e da imagem superior. É similar aquelas aventuras do Brian e do Stewie, que eles vão para o Polo Norte, por exemplo.
Extremamente recomendado para quem gosta de Family Guy, pra quem gosta de Agatha Christie, pra quem gosta de comédia, humor negro, suspense...
Quem já leu o livro, pode assistir um filme de 1945 no youtube. Quem quer ler, pode achar no submarino, custa 20 reais.
E pra quem não tá afim de nada disso veja o dito acima. E quem quer mais Family Guy, e acha que o ponto alto do seriado é o Brian e o Stewie, já recomendo mais um episódio: 8 temporada, episódio 17. Só Brian e Stewie, mais ninguém. Sensacional.